Compositor: Patricio Rogelio Santos Fontanet, Christian Eleazar Torrejon, Maximiliano Djerfy, Daniel Horacio Cardell, Eduardo Arturo Vasquez, Juan Alberto Carbone, Diego Marcelo Arganaraz
Vozes, apenas vozes, como ecos
Como piadas de mal gosto sem graça
Há muito tempo escuto vozes
E nenhuma palavra
E meus olhos maltratados
Se refugiam no nada e se cansam
De ver um monte de rostos e nenhuma olhada
Uma nova noite fria na vizinhança
Os malandros enchem seus bolsos
As ruas são nossas ainda que
O tempo diga o contrário
E os sonhos não sonhados
Se amargam na garganta e se calam
E isso quase sempre (ou sempre) os encanta
Vão restando poucos sorrisos
Prisioneiros desta prisão de giz
Acabou o sentido, começou
Um silêncio da missa
Menos horas na vida
Mais respostas a uma causa perdida
Do porquê os sentimentos voltam com a manhã
Assim como um pássaro que voa à noite
Livre de vocês mas não de mim
Vazio como o sonho de um parasita
Cheio de nada sem saber onde ir
Duro como um morto em seu túmulo
Que morreu pelo medo do valor de viver
As nuvens não são de algodão
E as depressões são maldições
Vai te distraindo, te captura, te leva e te come
Te machuca e não perdoa e em algum lugar rouba seu rosto
O sorriso, a esperança, e a fé nas pessoas
Assim como um pássaro que voa à noite
Livre de vocês mas não de mim
Vazio como o sonho de um parasita
Cheio de nada sem saber onde ir
Duro como um morto em seu túmulo
Que morreu pelo medo do valor de viver